A medida e o funcionamento da mobília têm um impacto diário. Desenhamos a cozinha a partir de como se cozinha nela, não a partir de módulos que já existem.

Uma cozinha por medida não é uma cozinha de catálogo com as portas trocadas.
Uma cozinha por medida não é uma cozinha de catálogo com as portas trocadas. Começa por uma conversa sobre a rotina do espaço — quem cozinha, quantas pessoas atravessam a divisão, o que fica à vista e o que tem de desaparecer — e só depois se decide onde ficam os volumes.
A partir daí, cada altura, cada profundidade e cada gaveta é resolvida para aquele espaço concreto. É isso que permite absorver um pilar, encostar a coluna técnica ao milímetro ou levar as frentes até ao teto sem a fiada de remates que denuncia o módulo estandardizado.
Trabalhamos a cozinha em conjunto com o resto da casa. Quando a cozinha abre para a sala, o mesmo desenho e a mesma madeira continuam no móvel de apoio, no painel ou no lambrim, para que a passagem entre divisões não seja uma mudança de linguagem.
São estas escolhas — e não o acabamento final — que determinam como a peça se vai comportar todos os dias.
Puxador à vista, rasgo fresado na frente ou perfil embutido. A escolha muda o desenho de toda a cozinha e não apenas o pormenor.
Frentes até ao teto eliminam o topo de pó e alinham a cozinha com a arquitetura. Frentes com remate deixam respiração e podem ser a decisão certa em tetos altos.
Prateleiras abertas, nichos iluminados e madeira vista dão calor. Fechado, tudo, dá calma. Definimos a proporção entre os dois logo no desenho.
A luz sob os armários superiores e dentro dos nichos faz parte do móvel. Fica prevista no desenho, com passagem de cabos, e não acrescentada depois.