
Exterior
No exterior, a madeira resolve o terreno e prolonga a casa ao mesmo tempo.
No exterior, a madeira tem duas funções ao mesmo tempo: resolver o terreno e prolongar a casa. Um deck cria plano horizontal onde há declive, absorve a diferença de cota entre a soleira e o jardim e transforma uma área difícil numa divisão ao ar livre.
As decisões técnicas contam mais aqui do que no interior. Estrutura ventilada por baixo, folga constante entre réguas para drenagem e movimento da madeira, fixação pensada para não abrir com o tempo, remates laterais fechados para que a estrutura não fique à vista.
A continuidade com o interior é o que faz o exterior parecer parte da casa. Quando o sentido da régua, o nível do plano e o tom da madeira dialogam com o que está lá dentro, a porta deixa de ser um fim e passa a ser uma passagem.
São estas escolhas — e não o acabamento final — que determinam como a peça se vai comportar todos os dias.
Define para onde o espaço se alonga e onde as mudanças de plano são marcadas sem recorrer a perfis metálicos.
Sobre o terreno, elevado ou em estrutura ventilada. É esta decisão, invisível depois, que determina a longevidade do deck.
Fechar as faces laterais dá ao deck a leitura de volume maciço e protege a estrutura. Deixar aberto mostra o sistema.
Ao natural, a madeira acinzenta com o tempo. Com óleo, mantém o tom mas pede reaplicação. É uma decisão de gosto e de rotina.